Municípios da Baixada Santista incentivam o uso da energia solar

Publicado em: 11 de setembro de 2019

Baixada Santista incentiva energia solar

Aperfeiçoamento tecnológico, maior capacidade de armazenamento e redução nos custos de produção e instalação. As soluções sustentáveis se tornam cada vez mais alternativas viáveis para baratear as tarifas de energia. Beneficiada com leis que garantem descontos em impostos municipais, a energia solar ganha força na Baixada Santista. Municípios como Santos, São Vicente e Cubatão já adotaram regras para tornar as construções mais ecológicas.

Com isso, imóveis passam a contar com esses tipos de equipamentos para captação de energia sustentável. A redução na conta pode chegar a 90%, afirmam fabricantes. Limitações de espaço e de recursos fazem a energia solar ser usada para iluminar áreas comuns e aquecer água em condomínios.

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Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam crescimento de 70% no uso de painéis solares por residências e pequenos comércios e indústrias neste ano.

Tanto que essa fonte de eletricidade registra a maior taxa de expansão no país. Além de ser limpa, ela permite ao consumidor produzir o que consome e até gerar crédito pelo excedente.

“A energia solar já é uma realidade na Baixada Santista, por conta das características da região, onde o sol brilha o ano todo”, afirma o diretor do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) de Santos, Carlos Meschini.

Segundo ele, novos empreendimentos imobiliários já adotam mecanismos para captar a luz do sol e transformá-la em energia. Entretanto, o custeio de manutenção faz com que apenas uma fração da potencialidade seja utilizada.

Na região, os números ainda são tímidos, limitados a poucas unidades coletivas e residências unifamiliares. Uma escola municipal em construção no Jabaquara, em Santos, contará com teto para captação de energia solar.

Incentivo legal e financeiro

São Vicente, Santos e Cubatão possuem legislações que estimulam edifícios verdes e inteligentes. Percentuais no IPTU são descontados em unidades que adotam medidas do tipo.

Mas obter o desconto exige enfrentar a burocracia do Poder Público e comprovar a eficácia da medida. Entre as ações que se enquadram na legislação, há redução de resíduos, utilização de material sustentável, queda no consumo de água, redução no gasto com energia elétrica e ampliação da área permeável.

As demais prefeituras afirmam estudar mecanismos semelhantes, pois consideram que incentivos podem trazer impactos à melhora do meio ambiente.

O uso de placas de captação solar (fotovoltaicas) torna-se alternativa para conter o gasto com energia elétrica. O custeio do serviço tradicional disparou 85% nos últimos cinco anos, contando a taxa por bandeira tarifária.

Segundo o presidente do Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista (Sicon), Rubens Moscatelli, a energia elétrica é a terceira maior despesa condominial. Ela perde apenas para a folha de pagamento e a água.

Mercado apresenta ao público dois tipos de captação

O diretor de normalização do Secovi, Paulo Rewald, explica que o mercado apresenta dois tipos de captação solar para uso residencial.

O sistema fotovoltaico oferece maior capacidade de redução na conta de luz. Isso porque a maior parcela de alimentação energética da residência passa a ser gerada a partir da luz do sol.

Especialistas ouvidos pela Reportagem aconselham a versão solar a quem paga uma conta de luz de pelo menos R$ 500. Com esse patamar de custo da tarifa, um consumidor da região conseguiria o retorno do investimento em pouco mais de 6 anos. Daí em diante, ele economizaria com tarifas mais baixas.

O sistema mais comum (e barato) é o que aquece a água utilizada no chuveiro. Esse mecanismo utiliza coletores solares (placas) e reservatório térmico (boiler). “É voltado a residências individuais”, diz Rewald.

As placas coletoras são responsáveis pela absorção da radiação solar transformada em calor. Por sua vez, o calor é transferido à água que circula no interior de suas tubulações de cobre. O líquido abastece os chuveiros, descartando o uso elétrico desse equipamento. Lembrando que o chuveiro é um dos principais vilões na conta de luz. Um kit completo custa de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil.

A desvantagem é que o mecanismo exige um sistema auxiliar, como gás e eletricidade. Assim você tem a garantia de que nunca faltará água quente. Nos dois modelos, a instalação deve ser feita por empresa especializada, que fará a gestão conforme a necessidade familiar.

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Fonte: A Tribuna (com adaptações)